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Guerra do Yom Kippur e a Evolução da Liderança Palestina

A Guerra do Yom Kippur ocorreu em 1973 e segue à Guerra dos Seis Dias de 1967. É um conflito entre Israel, Egito e Síria que tem pouca influência direta sobre a relação entre Israel e os palestinos. Existem dois níveis de análise. No nível nacional Israel enfrentou seus dois principais inimigos e venceu novamente. A guerra foi importante porque consolidou a percepção nos países árabes de que Israel não poderia ser derrotada militarmente. O medo de destruição iminente de Israel desapareceu em 1973.


Enquanto isso a relação entre Israel e os palestinos continuou nas áreas controladas desde 1967. A OLP surge na década de 1960 com a visão de criar um Estado palestino independente em todo o território mandatário da época britânica do Mediterrâneo ao Rio Jordão. Essa posição era defendida por várias organizações nacionalistas palestinas e mais tarde por grupos fundamentalistas islâmicos na Faixa de Gaza. A diferença entre liderança nacionalista e liderança fundamentalista islâmica é fundamental para entender os eventos futuros. A liderança nacionalista aceitaria negociar com Israel para criar um Estado palestino enquanto a liderança fundamentalista islâmica rejeitava a existência de Israel.


O slogan do Rio ao Mar simboliza a posição extremista que defendia a criação de um Estado palestino do Rio Jordão ao Mar Mediterrâneo com eliminação do Estado de Israel e da população judaica. Não havia intenção de criar um Estado democrático para judeus coexistirem. A retórica lembrava o antissemitismo europeu da década de 1930 quando judeus eram pressionados a ir para a Palestina. Na década de 2020 a mesma lógica era aplicada pelos grupos árabes aos judeus que viviam em Israel.


O Líbano e a Jordânia tornaram-se centros do movimento palestino porque as lideranças palestinas se instalaram nesses territórios após a criação do Estado de Israel. Elas organizaram ataques contra Israel. Quando Israel conquistou a Faixa de Gaza e a Cisjordânia em 1967 essas lideranças foram removidas e se mudaram para a Jordânia. Confrontos ocorreram entre forças israelenses e palestinas e em alguns casos envolveram o exército jordaniano.


A Jordânia, governada por um clã hachemita, viu-se ameaçada pelos movimentos palestinos na década de 1970. O exército jordaniano massacrou grupos organizados de palestinos em setembro de 1970. Esse evento ficou conhecido como Setembro Negro. A liderança palestina então estabeleceu-se no sul do Líbano em acampamentos de refugiados oriundos da guerra de 1949. A partir do Líbano passaram a atacar Israel.


Os ataques terroristas palestinos não se limitaram ao território israelense. Atacaram a Embaixada de Israel em Londres, os atletas israelenses nas Olimpíadas de Munique em 1972 e mais tarde instalações da comunidade judaica e a Embaixada de Israel em Buenos Aires. A história do conflito mostra a complexidade da liderança palestina e a tensão entre grupos nacionalistas e fundamentalistas islâmicos que moldaram décadas de violência e confrontos com Israel.

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