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Porque as Sociedades Crescem e Caem: Sinais do Declínio Global

O monoteísmo, a ideia de um único Deus verdadeiro, marcou uma revolução intelectual na história da humanidade. Com o monoteísmo surgiram três novas ideias fundamentais: dinheiro, indivíduo e o Estado-nação. É importante notar que estas ideias sempre existiram na história humana mas com o monoteísmo tornaram-se paradigmas dominantes dando-nos a modernidade e criando o mundo em que hoje vivemos. Embora estas ideias tragam benefícios, também geram muitos problemas e consequências. Um tema central é perceber porque as sociedades crescem e decaem. Infelizmente, vivemos num mundo em declínio e existem muitos sinais claros disso.

O mundo está cheio de conflitos e guerras. A situação na Ucrânia, no Médio Oriente e no Sudeste Asiático, como na Tailândia e Myanmar, mostra claramente isso. Até os Estados Unidos planeiam enviar tropas para o México e Venezuela. Estes conflitos indicam que vivemos num mundo em crise. Para além disso, enfrentamos problemas ambientais graves. Estamos a exercer demasiada pressão sobre o ambiente. O ar, a água e a terra estão a tornar-se muito mais tóxicos e a mudança climática agrava ainda mais a situação. O desemprego está a aumentar e a atitude das pessoas em relação ao trabalho está a decair. Vivemos numa era em que as pessoas não encaram o trabalho com seriedade. As pessoas não estão tão entusiasmadas, nem motivadas a trabalhar arduamente como antes. Na China este fenómeno é conhecido como a era do balan, que significa deixar apodrecer, como quem diz, quem se importa, não leves as coisas demasiado a sério. Nos Estados Unidos o termo equivalente é quiet quitting, ou seja, fingir trabalhar sem realmente trabalhar.

Outro sinal muito importante do declínio é a diminuição da taxa de natalidade. Se os jovens recusam casar ou ter filhos, eventualmente o mundo poderá sofrer um declínio populacional significativo. Este fenómeno está a ocorrer em quase todas as sociedades, com exceções raras como Israel e Geórgia, que representam casos pequenos e isolados. A diminuição do padrão de vida é outro indicador claro de declínio. A inflação faz com que as pessoas ganhem menos e consigam comprar menos. Os preços sobem enquanto os salários descem, o que demonstra que o mundo está a tornar-se economicamente mais difícil de suportar.

Além disso, existem problemas de saúde e aumento do stress. As pessoas estão mais ansiosas, mais deprimidas, mais stressadas e emocionalmente esgotadas. O pessimismo aumenta, e a ideia de dívida torna-se cada vez mais relevante, tanto no sector público como no privado. Muitos governos enfrentam crises fiscais, gastando mais do que arrecadam em impostos e muitas famílias estão fortemente endividadas. A coesão social e a confiança entre pessoas está a diminuir. Se alguém estiver ferido na rua, é menos provável que receba ajuda. A sociedade torna-se menos coesa, e esta tendência não é exclusiva da China, mas visível em vários países. As doenças aumentam e a saúde geral das pessoas deteriora-se. O aumento do stress e da ansiedade, juntamente com o menor otimismo, indica que vivemos num período de declínio social acelerado.

Se olharmos para o crescimento das sociedades, percebemos que o oposto acontece: as pessoas confiam mais umas nas outras, evitam dívidas, poupam dinheiro, estão mais saudáveis, são mais otimistas e têm mais filhos. Outro fator de declínio, particularmente importante no mundo ocidental é a imigração porque reduz a coesão social e afeta o padrão de vida. Os preços da habitação são um problema crescente. Os jovens já não conseguem comprar casa devido aos preços elevados, tornando a vida cada vez mais difícil. Além disso, a crise fiscal dos governos limita a capacidade de financiar gastos públicos. Nos próximos cinco a dez anos, as pensões poderão tornar-se um problema ainda mais grave.

Estes são sinais claros de declínio rápido das sociedades e indicam que vivemos num período complexo e desafiador. A grande questão que surge é: porque tudo isto está a acontecer? Quais são as forças que moldam o mundo em que vivemos e que levam sociedades inteiras ao seu declínio? Compreender estes sinais e os seus efeitos é essencial para percebermos o presente e refletirmos sobre o futuro que podemos construir.

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